Panorama da saúde no Brasil em 2026: quanto pesa o medicamento e o que isso significa para a sua empresa
Panorama da saúde no Brasil em 2026: quanto pesa o medicamento e o que isso significa para a sua empresa
No Brasil, os medicamentos representam 46% dos gastos das famílias com saúde (Banco Mundial, base POF 2017/2018 — IBGE), chegando a 84% entre as famílias de menor renda. Esse peso, somado a doenças crônicas em alta e afastamentos por saúde mental, chega diretamente ao orçamento e à produtividade das empresas.
Entender o panorama da saúde no Brasil deixou de ser tema apenas para pequenos fóruns. Nas empresas, para quem decide benefícios, os números abaixo explicam por que o acesso a medicamentos virou uma pauta estratégica. Reunimos os dados essenciais, com fonte e ano, e um material gratuito para aprofundar.
Quanto as famílias brasileiras gastam com medicamentos?
Os medicamentos são o maior item do gasto direto das famílias com saúde: 46% do total, em média, chegando a 84% entre as famílias de menor renda.
O dado vem de análise do Banco Mundial publicada em 2022, a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017/2018) do IBGE. Ele mostra que, ao contrário do que se imagina, o maior peso da saúde no orçamento familiar não está em internação ou consulta, e sim na farmácia.
Esse gasto é majoritariamente pago do próprio bolso. Segundo o mesmo estudo do Banco Mundial, ele recai de forma desigual: quanto menor a renda da família, maior a fatia consumida por medicamentos. Uma despesa recorrente, que se repete todo mês para quem tem tratamento contínuo.
O que o plano de saúde não cobre?
Por lei, os planos de saúde não são obrigados a fornecer todos os medicamentos de uso contínuo comprados em farmácia. A Lei 9.656/1998 exclui o tratamento medicamentoso domiciliar, entendimento confirmado pelo STJ.
O artigo 10 da Lei 9.656/1998 permite que os planos excluam o fornecimento de alguns medicamentos para tratamento domiciliar. Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), no REsp 1.692.938/SP, confirmou a validade dessa exclusão, salvo exceções previstas em regra (como antineoplásicos orais e itens do Rol da ANS para uso domiciliar).
Na prática, isso significa que o item de saúde mais usado no dia a dia, o remédio de uso contínuo, costuma ficar de fora. Enquanto o plano cobre a consulta e o exame, é o próprio colaborador quem paga pela sua receita médica todo mês.

Por que as doenças crônicas aumentam essa pressão?
As doenças crônicas avançam no Brasil e ampliam a demanda por tratamento contínuo: os casos de diabetes cresceram 135% entre 2006 e 2024, e 29,7% dos adultos convivem com hipertensão (Vigitel 2025 — Ministério da Saúde).
Segundo o Vigitel 2025, do Ministério da Saúde, o diabetes passou de 5,5% para 12,9% da população adulta em 18 anos — alta de 135%. A hipertensão subiu para 29,7% dos adultos, quase um terço da população.
Cada novo diagnóstico crônico significa uma despesa que se repete indefinidamente. E, como mostra o comportamento de consumo, despesa recorrente é justamente a primeira que se adia quando o orçamento aperta, o que fragiliza a adesão ao tratamento.
Automedicação: por que ela cresce quando falta acesso?
A automedicação é hábito majoritário no Brasil: 77% dos brasileiros que usaram remédios se automedicam, segundo pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF) com o Datafolha (2019). Levantamento mais recente do ICTQ com o Datafolha (2024) aponta 86%.
Quando o tratamento correto sai caro ou o acesso é difícil, é comum recorrer ao que se tem em casa ou ao balcão sem orientação.
A automedicação é um risco à saúde (efeitos adversos, interações, mascaramento de sintomas e atraso no diagnóstico).
Do ponto de vista da empresa, ela se conecta a um problema mais amplo de saúde não tratada, que impacta presença e desempenho.
Qual é o impacto da saúde no ambiente de trabalho?
O adoecimento já pesa no RH: os afastamentos por transtornos mentais cresceram 68% em 2024, com mais de 472 mil benefícios concedidos (INSS / Ministério da Previdência Social). A partir de maio de 2026, a NR-1 passou a exigir a gestão de riscos psicossociais nas empresas.
Dados do INSS / Ministério da Previdência Social mostram que os benefícios por incapacidade relacionados a transtornos mentais e comportamentais saltaram de 283.471 (2023) para 472.328 (2024) — alta de 68%. Em 2025, o número oficial chegou a 546.254 concessões.
O impacto vai além das faltas. O presenteísmo (estar no trabalho, mas render menos por questão de saúde) reduz a produtividade sem aparecer no atestado.
Na literatura de saúde ocupacional, ele é definido como a redução da produtividade no trabalho por problemas de saúde, com impacto financeiro para as organizações.
Soma-se a isso a mudança regulatória: as Portarias MTE 1.419/2024 e 765/2025 incluíram os fatores de risco psicossocial na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). Após período educativo, a fiscalização passou a ter caráter punitivo em 26 de maio de 2026, alcançando empresas com empregados CLT independentemente do porte.

O que a empresa pode fazer com esse cenário?
Uma resposta direta é oferecer aos colaboradores acesso a medicamentos a preço de custo, com entrega em casa. Isso reduz o peso da maior fatia do gasto direto das famílias com saúde e apoia a adesão ao tratamento, diminuindo o risco de absenteísmo e presenteísmo.
O PASI Farma é a solução do PASI que disponibiliza produtos farmacêuticos a preço de custo, com entrega em casa, facilitando o acesso ao tratamento sem que o trabalhador precise se deslocar até a farmácia.
O PASI Farma integra um portfólio voltado ao acesso à saúde e ao cuidado contínuo com o trabalhador.
“A proposta do PASI Farma está diretamente conectada aos desafios atuais da saúde no Brasil. Hoje, uma parcela significativa dos gastos das famílias é destinada à compra de medicamentos, ao mesmo tempo em que a automedicação ainda é uma prática comum. Existem também os afastamentos relacionados à saúde, o que reforça a importância de iniciativas que promovam acesso, orientação e uso consciente.” — Bárbara Capurucho, Superintendente de Marketing e Experiência do Cliente do PASI
Cuidar da saúde é essencial. Para ver o panorama completo, com todos os dados organizados para embasar a sua próxima decisão de benefícios:
Perguntas frequentes
Quanto as famílias brasileiras gastam com medicamentos?
Os medicamentos representam, em média, 46% do gasto das famílias com saúde, chegando a 84% entre as de menor renda (Banco Mundial, base POF 2017/2018 — IBGE).
O plano de saúde cobre medicamentos de uso contínuo?
Em regra, não. A Lei 9.656/1998 permite excluir o fornecimento medicamentos para tratamento domiciliar, entendimento confirmado pelo STJ (REsp 1.692.938/SP), salvo exceções previstas em norma.
Quantos brasileiros se automedicam?
77% dos brasileiros que usaram medicamentos têm o hábito de se automedicar, segundo o CFF/Datafolha (2019). Um levantamento mais recente do ICTQ/Datafolha (2024) aponta 86%.
Quanto cresceram os afastamentos por saúde mental?
Os afastamentos por transtornos mentais cresceram 68% em 2024, com mais de 472 mil benefícios concedidos, chegando a 546.254 em 2025 (INSS / Ministério da Previdência Social).
O que muda com a NR-1 em 2026?
A NR-1 passa a exigir a gestão de riscos psicossociais no trabalho. Após período educativo, a fiscalização torna-se punitiva em 26 de maio de 2026, para empresas com empregados CLT de qualquer porte.
O que é o PASI Medicamento Garantido?
É um benefício corporativo de crédito mensal em medicamentos prescritos, usável em qualquer farmácia do Brasil (física ou online), com pagamento via Pix e jornada 100% digital pelo PASI Super App. Possui dois planos: Genérico e Total.
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