Por que protelar a prosperidade?

29 de setembro de 2016

Por que protelar a prosperidade?

Por que protelar a prosperidade?

Um dos questionamentos levantados pelo juiz federal do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, Marlos Augusto Melek, nesta terça-feira (27/09), durante o II Encontro Nacional de Segurança e Saúde na Construção do Brasil – Cuidar bem do trabalhador é a nossa grande obra, foi "Por que protelar a prosperidade das pessoas e não fazer as reformas?", tendo em vista que há efervescência para isso. Segundo Melek, o País sangrou e vai sangrar de novo pela ausência das Reformas Tributária, Trabalhista e Previdenciária. "Apesar do momento de efervescência, não muda nada porque é ano eleitoral e vão deixar o país sangrar por mais um ano. A Reforma Trabalhista já ficou para 2017. Num momento de legitimidade para fazê-la. Por que protelar?", reforçou. "Torço para que o governo jogue luz e afinco no trabalho e não perca a oportunidade de fazer as reformas. Torço por mais segurança jurídica em todas as áreas, por que insegurança jurídica não pode ser uma ameaça para os negócios como hoje", destacou. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, reforçou a posição do juiz sobre a questão das reformas. "É inacreditável como a gente protela isso?", destacou. Martins lembrou também aos presentes que a lógica da Indústria da Construção é diferente das demais e por isso merece atenção, como no caso do Negociado sobre o Legislado.

Realizado no Unique Palace, em Brasília, pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC, por iniciativa da sua Comissão de Políticas e Relações Trabalhistas (CPRT), com a correalização do SESI Nacional e patrocínio do Plano de Amparo Social Imediato (PASI), o evento debateu o "Compromisso da Indústria da Construção" e "Aperfeiçoar o setor da construção – uma busca contínua". Participaram do evento autoridades do Executivo e do Judiciário, além de representantes do Ministério Público do Trabalho, dos trabalhadores e dos diversos segmentos. Dentre eles, o presidente da CPRT/CBIC, Roberto Sérgio Oliveira Ferreira; líder do Projeto de Segurança e Saúde no Trabalho da CPRT/CBIC, Haruo Ishikawa; secretário de Políticas Públicas de Emprego, Hélio Francisco de Miranda, representando o ministro de Estado do Trabalho e Emprego, Ronaldo Nogueira de Oliveira; procurador do Ministério Público do Trabalho, Leonardo Osório Mendonça; representando os trabalhadores da Construção, Laércio Fernandes Vicente, representando o presidente do Sintracon, deputado Antonio Ramalho; gerente executivo de qualidade de vida da Indústria do SESI Nacional, Emmanuel de Souza Lacerda; Euclesio Manoel Finatti, vice-presidente da Área Técnica do Sinduscon-PR e André Ferro, economista e consultor da CBIC. O evento foi mediado pelo jornalista Heraldo Pereira.


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